“Sou um não-crente profundamente religioso”
A. Einstein

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

UI! (Você inventa)


Você inventa - grite!
Eu invento - ai!
Você inventa - chore!
Eu invento - ui!
Você inventa o luxo
Eu invento o lixo
Você inventa o amor
Eu invento a solidão...

Você inventa a lei
E eu invento a obediência
Você inventa a deus
E eu invento a fé
Você inventa o trabalho
E eu invento as mãos
Você inventa o peso
E eu invento as costas
Você inventa a outra vida
Eu invento a resignação
Você inventa o pecado
E eu fico aqui no inferno
Meu Deus, no inferno
Valha-me Deus

TOM ZÉ

domingo, 1 de dezembro de 2013

Som imediato

Esse som me marcou ontem no show do cazuza... 








Blues da Piedade

Cazuza

Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça
Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Novos generos e relacionamentos

Márcia Arán aborda a questão da juventude que coloca na berlinda o quadro das idades da vida forjado no século XIX. Coloca-se em discussão as problemáticas das novas modalidades de sexualidade, que colocam em pauta a fixidez das identidades sexuais. 
No programa Café Filosófico CPFL gravada no dia 22 de julho de 2009, em São Paulo.

sábado, 3 de agosto de 2013

A celebração da modernidade.

E vamos celebra-lá! cerebralmente falando, nas escolas, na política, está nos sindicatos e tem até advogado, encontra-se nos livros e se assemelha ao equivoco! Mas quem assumi-lá será fortemente castigado; pois ela só vem com a benção, ela é a própria benção... Ela é uma benção... Uma benção... Ela é.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Vilén Flusser

Diante da natureza divina, o homem vive em estado de culpa permanente.
Ele procura a Deus, não para esclarecer as culpas, mas para pedir perdão.
Intimamente o homem sabe da futilidade de pedir perdão, mas persiste porque prefere não dar ouvido às suas convicções íntimas.
Talvez seja por isso, que às vezes, Deus nos olha com indiferença e desprezo.
Mesmo sabendo que a força divina é complicada demais para acatar nossas rotinas, o homem se esforça em impor a Deus, a rotina de conceder perdões.
Quem sabe devemos entender aí o ensinamento de Kafka: “Passei toda a minha vida, a combater o desejo de acabar com ela”.