“Sou um não-crente profundamente religioso”
A. Einstein

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A nós; os assassinos!


"O que houve com Deus? Eu vos direi. Nós o matamos – eu e vós. Nós somos os seus assassinos! Pouco a pouco, por diversas razões a sociedade foi se afastando de Deus: foi assim que o matou. Mas, matando Deus, eliminam-se todos os valores que serviram de fundamento para nossa vida e, consequentemente perde-se o ponto de referencia: O que fazemos separando a terra de seu sol? Para onde vai ela agora? Para onde vamos nós, longe de qualquer sol? Não continuaremos a nos precipitar para trás, para os lados e para frente? Ainda existem um alto e um baixo? Não estaremos talvez vagando por um nada infinito? (...)
Tenho pena desses padres, para mim eles são prisioneiros murchos multi facetados. Aquele que eles chamam de redentor os carregou de grilhões de falsos valores e loucas palavras! Ah, se alguém pudesse redimi-los do seu redentor! O que fez o cristianismo senão defender tudo o que é nocivo ao homem? O cristianismo considerou pecado tudo o que é valor e prazer na terra. Um Deus degenerado a ponto de contradizer a vida, ao invés de ser a sua transfiguração e seu eterno sim. Em Deus, está declarada a inimizade à vida, à natureza, à vontade de viver! Deus, a formula de toda calúnia do aquém e de toda mentira do além! Em Deus, está divinizado o nada, está esta consagrada a vontade do nada!"

sábado, 22 de janeiro de 2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Elie Wiesel por Antônio Abujamra

A INDIFERENÇA NADA MAIS É QUE A INCAPACIDADE DE PERCEBER AS DIFERENÇAS.
É UM ESTADO ANORMAL, NO QUAL PERDE A NITIDEZ A FRONTEIRA ENTRE A LUZ E A ESCURIDÃO, A ALVORADA E O CREPÚSCULO, O CRIME E O CASTIGO, A CRUELDADE E A COMPAIXÃO, O TALENTO E A MEDIOCRIDADE.
ASSIM É A INDIFERENÇA!

Estou refletindo sobre isso ainda!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A Educação pela Pedra

Uma educação pela pedra: por lições;
Para aprender da pedra, freqüentá-la;
Captar sua voz inenfática, impessoal
[pela de dicção ela começa as aulas].
A lição de moral, sua resistência fria
Ao que flui e a fluir, a ser maleada;
A de poética, sua carnadura concreta;
A de economia, seu adensar-se compacta:
Lições da pedra [de fora para dentro,
Cartilha muda], para quem soletrá-la.

Outra educação pela pedra: no Sertão
[de dentro para fora, e pré-didática].
No Sertão a pedra não sabe lecionar,
E se lecionasse, não ensinaria nada;
Lá não se aprende a pedra: lá a pedra,
Uma pedra de nascença, entranha a alma.

Linguagem seca, precisa, concisa, desprezo pelo sentimentalismo. A arte não é intuitiva - é calculada, nua e crua. 
"João Cabral de Melo Neto"